MB Engenharia e no Meio Ambiente

Energias Alternativas

Após o trágico incidente ocorrido no Japão em 11/03/2011, quando um forte terremoto provocou imensas ondas que atingiram parte do litoral do país, abalando uma usina nuclear na cidade de Fukushima, o governo da Alemanha decidiu desligar oito das dezessete usinas nucleares existentes no seu território, e estipulou que as demais seriam desligadas entre 2015 e 2022.

Esta decisão impulsionou a busca por fontes de energias renováveis e de baixo impacto ambiental em todo o mundo. Ganhando força tecnologias como a eólica, a de biomassa, a solar e a geotérmica, entre diversas outras em estudo.

Em toda a Europa e ainda em diversos países desenvolvidos, também é utilizado o lixo domiciliar como fonte de geração de energia, vários são os processos utilizados para esta finalidade, entre eles destacamos os três mais comuns:

No processo conhecido como CDR, o resíduo proveniente da coleta é triturado e homogeneizado, eventuais materiais recicláveis são separados e a matéria orgânica deve ser minimizada. O material resultante é chamado de CDR (combustível derivado de resíduos), que possui razoável poder calorífico, podendo ser processado em caldeiras para geração de eletricidade e vapor. Os gases provenientes desta queima devem ser tratados por processos físico-químicos que garantam a eliminação de substancias poluidora.

Outro processo de queima também bastante utilizado é o denominado “mass burning”, onde o resíduo é encaminhado para incineração sem prévio tratamento, este processo porem só pode ser implantado em locais com amplo serviço de coleta seletiva, do contrário o teor de umidade dos resíduos prejudica a sua perfeita combustão.

Finalmente pode-se gerar energia a partir dos gases decorrentes da decomposição da matéria orgânica, onde predomina o Metano (CH4), com bom poder calorífico, podendo alimentar motores, moto geradores ou caldeiras. O metano pode ser obtido em aterros sanitários ou em Bio digestores.

A forte onda de frio que está atingindo toda a Europa, fez com que o governo Alemão, recuasse em sua decisão e providenciasse o religamento das oito usinas nucleares desativadas, pois devido às baixas temperaturas o consumo de energia foi bruscamente ampliado. Esta decisão provocou o protesto de diversas entidades ambientalistas, que temem que acidentes como o de Fukushima possam ocorrer.

No Brasil onde sempre tivemos certa folga em nosso sistema energético, principalmente graças à fartura de rios adequados para implantação de usinas hidroelétricas, a situação começa a despertar certa preocupação, os principais fatores são:

.O crescimento da economia e conseqüentemente do consumo de energia.

.A distância dos corpos d’água ainda disponíveis, exigindo fortes investimentos em sistema de transporte e distribuição de energia.

.As alterações climáticas que alteraram de forma significativa o regime de chuvas no país.

.Os altos valores de indenização exigidos pelo alagamento de terras e pela desapropriação de imóveis nas áreas dos reservatórios.

.As dificuldades de licenciamento de novos empreendimentos devido aos impactos ambientais decorrentes da obstrução de rios e alagamento de florestas.

Por estes motivos é fácil enxergar que há espaço para o desenvolvimento de tecnologias com esta finalidade no Brasil; o nosso resíduo apresenta características próprias, se comparados ao de países desenvolvidos, em especial devido à grande quantidade de matéria orgânica existente em sua composição, por esta razão, as tecnologias empregadas em outros países precisam ser adaptadas para nossa realidade.

Outro assunto que precisa avançar de forma acelerada é a coleta seletiva com maior participação dos geradores na separação de seus resíduos.

Todas estas inovações estão previstas na lei 12.305, de 02/08/2010, também conhecida como Política Nacional de Resíduos, e são processos irreversíveis, alinhado com o que ocorre nos demais países mais principalmente com o que exige a sociedade brasileira.